quarta-feira, 4 de abril de 2012

Estudantes se manifestam contra o aumento da tarifa em Feira de Santana, em 04 de abril de 2012, quarta-feira

      
         Na praça em frente do Colégio Estadual Gastão Guimarães muitas pessoas realizaram uma concentração para formar um movimento contra o aumento da tarifa ( + R$ 0,15)  à partir das 13 horas. Ocorreu um atraso justificável, mas a partir das 14 horas apareceram muitos estudantes. A avenida João Durval estava fechada por causa da reforma do asfalto, o trânsito também estava congestionado o que pode ter contribuído para o atraso das pessoas. O movimento é contra o aumento que é taxado como abusivo pelo Sincol que é apoiado pela Prefeitura, segundo os manifestantes. A AME e o Levante são os organizadores do movimento. Estavam presentes representantes da UJR. A Avenida Senhor dos Passos foi fechada pelos estudantes, à tarde, perto da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, em um cruzamento em frente ao Bob's Burguer e também de uma igreja de arquitetura em estilo gótico. Às 16 horas via-se muitos estudantes fardados aglutinados, alguns gritavam "Feira pede paz, aumento nunca mais", "se a passagem aumentar, eu não vou pagar, eu não sou filho de marajá".
             Algumas pessoas deram sua opinião sobre o movimento através de depoimentos: a estudante J.S.O. disse "é necessário, é a única arma que a população tem para ir contra o aumento, mas não vai adiantar porque já houveram outros movimentos e a passagem mesmo assim aumentou", a jovem relembrou aumentos de tarifas anteriores e respectivos movimentos contra os aumentos. A jovem estudante T.G.S. disse "a manifestação é necessária porque a passagem não está condizente com o tamanho de Feira, estamos aqui para que o prefeito nos ouça e veja nossas condições". Uma cidadã, trabalhadora informal( vende lanches ) acompanhava o movimento e deu seu depoimento: "Não era para só estudantes estarem nas ruas, mas toda a sociedade pois não é só estudantes que pega ônibus... uma pessoa que mora perto do centro pagar R$ 2,50 para andar pouco ... ?". Um cidadão chamado Adilson Gonçalvez acompanhava de uma casa lotérica a agitação e deu seu parecer: "o movimento é necessário e importante. O problema é que os estudantes sozinhos não podem... eles são uma minoria, a sociedade deve apoiá-los para se conseguir resultados". Uma pessoa que preferiu não se identificar afirmou: "Os movimentos não devem ser destrutivos, deve-se fazer greve em cima do objetivo, não tem lógica em destruir o Poder Público. As empresas vão ter prejuízo mas vão recuperar logo, do mesmo jeito que os estudantes têm direito de fazer greve a Prefeitura e o Sincol têm o direito de aumentar a passagem em R$ 0,15". 
          Os estudantes foram as ruas para reivindicar contra esse aumento abusivo porém têm pouca força, reivindicar é algo necessário, isso não poderia passar em branco jamais. Mas será que passeatas são suficientes para impedir um aumento ? Todos sabem que não. A micareta está chegando também e historicamente o aumento ocorre nesse período de folia. O ciclo está se fechando comunidade feirense. Por isso é importante uma articulação do Movimento Estudantil para impulsionar uma série de atos que possam de fato impedir o aumento da passagem e, porventura, a redução da tarifa de R$ 2,35. Seria interessante os organizadores desse movimento se articularem com o DCE da UEFS e outros movimentos. Aliás, o DCE da UEFS está trabalhando com o questionamento do orçamento da Prefeitura. Vamos esquecer partidarismos e juntos lutar contra a Máfia dos transportes e derrotá-la. 































                                         







sábado, 31 de março de 2012

Manifestações contra o aumento da tarifa em Feira de Santana em 28 de março de 2012

                                      

            O aumento da tarifa do transporte público é uma afronta ao cidadão feirense, pagar R$ 2,50 em uma passagem apenas é uma covardia contra o trabalhador. Por exemplo, uma pessoa vai trabalhar longe de casa e irá gastar R$ 5,00 por dia. Houve uma comissão "secreta" na SMT que decidiu pelo aumento e é isso mesmo e pronto! Ninguém pode dizer nada contrário pois o governo municipal, o SINCOL etc, estão agindo de acordo com a legislação. Por que não se fazem comissões com o tema "Investimentos no transporte público" ou ainda "Transporte: um direito do cidadão". As comissões só ocorrem para aumentar a tarifa e justamente no período o qual estudantes da UEFS estão de férias e perto da Micareta. Isso é para enfraquecer possíveis manifestações contra o aumento abusivo, é óbvio.
        Nesta quarta-feira, em 28 de março, ocorreram manifestações contra o aumento em frente da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Apareceram primeiro um grupo de secundaristas, juntamente com um grupo que defendia a pauta da moradia(MLB), que invadiram a Prefeitura, a guarda municipal lacrou as portas e eles ficaram presos. Logo depois apareceu um grupo com o intuito de acampar em frente da Prefeitura e o fizeram. Esse grupo era composto pelo DCE da UEFS e pessoas do MSTB ( Movimento dos Sem Teto da Bahia) Eles acamparam e fizeram panfletagens. O objetivo desse acampamento  era fazer a Prefeitura dialogar a respeito da planilha da Prefeitura que é superfaturada. Uma análise cuidadosa ajudaria a congelar a tarifa e corrigir os dados propondo uma tarifa mais barata. O Grupo de Transporte está preparando uma planilha com a correção dos dados. Esse grupo ficou quarta-feira inteira na frente da Prefeitura, as pessoas passaram à noite e permaneceram até o dia seguinte, só saíram às 14 horas na quinta-feira. Na quarta-feira à tarde um grupo de secundaristas apareceram na frente da Prefeitura para protestar, porém parte deles apedrejaram a Prefeitura, jogaram tomates podres em PMs e também pedras. Os PMs tentaram dispersar aquela motim, no fim ocorrem entrevistas, prisões e acabou o movimento em frente da Prefeitura. Segundo algumas pessoas ocorreu manifestação com esse mesmo grupo em frente do terminal central. A APLB apareceu pela manhã protestando por melhores condições ao professor e a educação de uma forma geral e acabaram apoiando o DCE e o MSTB, juntos esse grupo maior fechou a Getúlio Vargas sem atrito com os PMs.
         Infelizmente o movimento estudantil está fragmentado. Seria mais produtivo os secundaristas se unirem ao DCE para pressionar a Prefeitura a dialogar, criar um canal de comunicação. Uma planilha nova parece ser um caminho para se combater o aumento da tarifa e a redução da mesma.