Na praça em frente do Colégio Estadual Gastão Guimarães muitas pessoas realizaram uma concentração para formar um movimento contra o aumento da tarifa ( + R$ 0,15) à partir das 13 horas. Ocorreu um atraso justificável, mas a partir das 14 horas apareceram muitos estudantes. A avenida João Durval estava fechada por causa da reforma do asfalto, o trânsito também estava congestionado o que pode ter contribuído para o atraso das pessoas. O movimento é contra o aumento que é taxado como abusivo pelo Sincol que é apoiado pela Prefeitura, segundo os manifestantes. A AME e o Levante são os organizadores do movimento. Estavam presentes representantes da UJR. A Avenida Senhor dos Passos foi fechada pelos estudantes, à tarde, perto da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, em um cruzamento em frente ao Bob's Burguer e também de uma igreja de arquitetura em estilo gótico. Às 16 horas via-se muitos estudantes fardados aglutinados, alguns gritavam "Feira pede paz, aumento nunca mais", "se a passagem aumentar, eu não vou pagar, eu não sou filho de marajá".
Algumas pessoas deram sua opinião sobre o movimento através de depoimentos: a estudante J.S.O. disse "é necessário, é a única arma que a população tem para ir contra o aumento, mas não vai adiantar porque já houveram outros movimentos e a passagem mesmo assim aumentou", a jovem relembrou aumentos de tarifas anteriores e respectivos movimentos contra os aumentos. A jovem estudante T.G.S. disse "a manifestação é necessária porque a passagem não está condizente com o tamanho de Feira, estamos aqui para que o prefeito nos ouça e veja nossas condições". Uma cidadã, trabalhadora informal( vende lanches ) acompanhava o movimento e deu seu depoimento: "Não era para só estudantes estarem nas ruas, mas toda a sociedade pois não é só estudantes que pega ônibus... uma pessoa que mora perto do centro pagar R$ 2,50 para andar pouco ... ?". Um cidadão chamado Adilson Gonçalvez acompanhava de uma casa lotérica a agitação e deu seu parecer: "o movimento é necessário e importante. O problema é que os estudantes sozinhos não podem... eles são uma minoria, a sociedade deve apoiá-los para se conseguir resultados". Uma pessoa que preferiu não se identificar afirmou: "Os movimentos não devem ser destrutivos, deve-se fazer greve em cima do objetivo, não tem lógica em destruir o Poder Público. As empresas vão ter prejuízo mas vão recuperar logo, do mesmo jeito que os estudantes têm direito de fazer greve a Prefeitura e o Sincol têm o direito de aumentar a passagem em R$ 0,15".
Os estudantes foram as ruas para reivindicar contra esse aumento abusivo porém têm pouca força, reivindicar é algo necessário, isso não poderia passar em branco jamais. Mas será que passeatas são suficientes para impedir um aumento ? Todos sabem que não. A micareta está chegando também e historicamente o aumento ocorre nesse período de folia. O ciclo está se fechando comunidade feirense. Por isso é importante uma articulação do Movimento Estudantil para impulsionar uma série de atos que possam de fato impedir o aumento da passagem e, porventura, a redução da tarifa de R$ 2,35. Seria interessante os organizadores desse movimento se articularem com o DCE da UEFS e outros movimentos. Aliás, o DCE da UEFS está trabalhando com o questionamento do orçamento da Prefeitura. Vamos esquecer partidarismos e juntos lutar contra a Máfia dos transportes e derrotá-la.
























