sábado, 31 de março de 2012

Manifestações contra o aumento da tarifa em Feira de Santana em 28 de março de 2012

                                      

            O aumento da tarifa do transporte público é uma afronta ao cidadão feirense, pagar R$ 2,50 em uma passagem apenas é uma covardia contra o trabalhador. Por exemplo, uma pessoa vai trabalhar longe de casa e irá gastar R$ 5,00 por dia. Houve uma comissão "secreta" na SMT que decidiu pelo aumento e é isso mesmo e pronto! Ninguém pode dizer nada contrário pois o governo municipal, o SINCOL etc, estão agindo de acordo com a legislação. Por que não se fazem comissões com o tema "Investimentos no transporte público" ou ainda "Transporte: um direito do cidadão". As comissões só ocorrem para aumentar a tarifa e justamente no período o qual estudantes da UEFS estão de férias e perto da Micareta. Isso é para enfraquecer possíveis manifestações contra o aumento abusivo, é óbvio.
        Nesta quarta-feira, em 28 de março, ocorreram manifestações contra o aumento em frente da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Apareceram primeiro um grupo de secundaristas, juntamente com um grupo que defendia a pauta da moradia(MLB), que invadiram a Prefeitura, a guarda municipal lacrou as portas e eles ficaram presos. Logo depois apareceu um grupo com o intuito de acampar em frente da Prefeitura e o fizeram. Esse grupo era composto pelo DCE da UEFS e pessoas do MSTB ( Movimento dos Sem Teto da Bahia) Eles acamparam e fizeram panfletagens. O objetivo desse acampamento  era fazer a Prefeitura dialogar a respeito da planilha da Prefeitura que é superfaturada. Uma análise cuidadosa ajudaria a congelar a tarifa e corrigir os dados propondo uma tarifa mais barata. O Grupo de Transporte está preparando uma planilha com a correção dos dados. Esse grupo ficou quarta-feira inteira na frente da Prefeitura, as pessoas passaram à noite e permaneceram até o dia seguinte, só saíram às 14 horas na quinta-feira. Na quarta-feira à tarde um grupo de secundaristas apareceram na frente da Prefeitura para protestar, porém parte deles apedrejaram a Prefeitura, jogaram tomates podres em PMs e também pedras. Os PMs tentaram dispersar aquela motim, no fim ocorrem entrevistas, prisões e acabou o movimento em frente da Prefeitura. Segundo algumas pessoas ocorreu manifestação com esse mesmo grupo em frente do terminal central. A APLB apareceu pela manhã protestando por melhores condições ao professor e a educação de uma forma geral e acabaram apoiando o DCE e o MSTB, juntos esse grupo maior fechou a Getúlio Vargas sem atrito com os PMs.
         Infelizmente o movimento estudantil está fragmentado. Seria mais produtivo os secundaristas se unirem ao DCE para pressionar a Prefeitura a dialogar, criar um canal de comunicação. Uma planilha nova parece ser um caminho para se combater o aumento da tarifa e a redução da mesma.